domingo, 7 de abril de 2013

Olhares.

Pois é, pequenos e grandes adultos, tô de volta para trazer a vocês uma resposta ao post de uma amiga no tumblr dela, que é muito parecido com a proposta do Coisas da Vida Adulta: O Ano que deu errado. Dêem uma passada lá que está bem legal. Detalhe, post original aqui.

Bom, o lance de olhares é bem complexo para mim, afinal, namoro a dois anos e é meio estranho explicar para a namorada qualquer tipo de lance descrito pela minha atenciosa amiga escritora sem soar bizarro. Mas enfim, quando acontece é bem engraçado e divertido. Uma vez me ocorreu uma situação onde eu estava andando pela rua a caminho do meu curso pela mesma rota que sempre faço e na direção oposta, um grupo de garotas se aproximava e conforme a distância entre nós diminuía, uma delas não tirava os olhos de mim. O que eu tinha de diferente? Além do cabelo não cortado (que fica mais ou menos assim), eu não estava com nenhuma blusa de cunho nerd, mas foi engraçado como eu também a encarei, coisa que não costumo fazer quando tal fato acontece. E eu podia jurar que ela queria esboçar um sorriso inocente do tipo "eu te conheço de algum lugar" ou "você é parecido com alguém, mas não é esse alguém e eu me confundi e tô te olhando feito uma panaca", mas só esperava algum tipo de "deixa" para soltá-lo, no entanto, nunca aconteceu e nos cruzamos.

Outro fato legal - esse tem mais a ver com a postagem original, acho - foi quando eu ia atravessar a rua e um carro passou tocando algum tipo de anúncio do que aconteceria na boate local sábado e eu não tinha colocado os fones de ouvido, por isso, tive de ouvir o negócio até o fim e quando finalmente alcancei os fones na mochila, conectei no meu telefone e suspirei, fazendo uma expressão de tipo "ah, que merda de cidade" e balançando a cabeça negativamente. O fato é que havia um cara do outro lado da rua que me olhou e parecia esboçar "é, pois é, que merda", usando blusa social desabotoada na altura da gola, como se estivesse saindo do trabalho e fosse forçado a escutar essa bagaça no caminho até em casa. Atravessei a rua e segui meu caminho, assim como o dele.

Essas pequenas coisas da vida que talvez eu sinta falta se caso um dia eu decida me mudar para uma cidade grande. As coisas são muito corridas e essas coisas acontecem com menos frequência. Mas, ainda acontecem, como a autora do texto original nos apresentou. Enfim, essa foi minha humilde resposta que não foi feita por meio de olhares (risos mecanizados de seriados americanos).
Vida longa e boa luta!

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