quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ó, capitão; Meu Capitão.


Olha, não são muitas as vezes que homenageio/admiro alguém como ele. Hoje, enquanto assistia Sociedade dos Poetas Mortos, um de meus filmes favoritos, cheguei a conclusão de que eu tive um professor como aquele carismático poeta morto interpretado por Robin Williams. O meu, no entanto, é bem mais alto e largo, porém creio que esse tamanho todo é para comportar sua incrível humildade e seu talento de engrandecer as pessoas ou inspirá-las a seguir seus sonhos com paixão, não importa o quão grande e louco seja. É claro que muitas pessoas da minha sala talvez não achassem sua aula muito instrutiva no ponto de vista conteudista, porém sua presença - seja física, seja de espírito - engrandecia todas as minhas sextas feiras e suas lições transcendiam apenas verbos e regras gramaticais . Com você me sentia mais forte, mais determinado a seguir tudo que almejo nos dias de hoje e em sua paixão por letras me inspiro para continuar cada vez mais naquilo que muitos não acreditam e/ou acham loucura. Sinto que grande parte do que sou hoje foi tudo aquilo que você, ó Capitão, meu Capitão, me lecionou. Claro que nunca tivemos tanta intimidade assim, pois em um ambiente colegial e suas correrias sem fim impossibilitam maiores relações entre professor e aluno, restringindo-as a perguntas como "O que vai cair na prova?" ou "Qual a minha média?" ao invés de "Topa sair pra beber e bater um papo bacana?" e coisas assim, sabe como é. Mas se fosse para escolher apenas três professores com quem manteria contato ativamente até o fim de meus dias, saiba que você é - e sempre será - um deles.

Encarar a vida se tornou uma tarefa mais fácil quando você, ó Capitão, meu Capitão, mostrou-me como seguir suas paixões independentemente de qualquer barreira social e econômica. Pois para ser feliz não é necessário grandes mansões ou muitas mulheres, basta apenas o conforto das palavras, de uma bela família - com um cão caçador de dentes, mas isso é um detalhe - e talvez, quem sabe, charutos. Haha, agora me lembro das besteiras ditas a plenos pulmões pelos corredores do colégio e quase consigo ouvir aquele gordo cantor de ópera se aproximando escada acima como se fosse ontem. Bons tempos. E era tão engraçado o quanto você mudava para seu perfil sério, como se usasse as brincadeiras como uma armadura para recobrir o seu lado contemplativo e firme para que as pessoas não te achassem um chato de galochas... Assim como eu. Ao parar para refletir, sua presença foi - e ainda é - muito importante em minha vida e saiba que nunca o esquecerei, ó Capitão, meu Capitão, Márcio Calixto.

P.S: Se você soubesse da referência sobre subir em cadeiras para ver a vida de uma nova perspectiva do filme no qual me inspirei para construir essa postagem, eu o teria feito em sua saída do meu antigo colégio.
Carpe Diem, professor.

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