Bom dia, boa tarde, boa noite ou uma boa madrugada para você, leitor do Coisas da Vida Adulta! Como sabem, a algumas postagens atrás, eu comentei que fui convidado a assistir as aulas e uma palestra da faculdade que pretendo ingressar em Junho para cursar Cinema. Pois bem, vamos saber o que aconteceu comigo? OK, let´s go!
Logo de cara, rolou uma trovoada um dia antes das aulas e fiquei sem luz por volta de sete da noite. Não faço ideia de quando voltou porque, né, eu estava fora de casa. Enfim, arrumei-me no escuro, tive muita sorte da minha calça jeans não aparentar estar amarrotada e fui para o centro do Rio causando com minha blusa nova do seriado The Walking Dead. Eram quatro da manhã e vocês não sabem o quão bizarro é andar em uma cidade pequena com todas as luzes dos postes apagadas e um cenário meio pós-apocalíptico.
...
OK, exagerei. Mas tudo bem. No mais, fui no ônibus pensando nas possibilidades e nas coisas que eu poderia aprender assim que chegasse lá, porque, afinal, o conhecimento não está apenas na escola. Enfim, e então começou a peregrinação para encontrar o ônibus certo para o lugar, o que não foi muito difícil. No entanto, a viagem teve paradas constantes por culpa do trânsito ou de árvores tombadas que tampavam a rua, o que me forçou a estudar caminhos, memorizar rotas, pontos de ônibus e outras coisas que me seriam úteis assim que eu tivesse de me virar sozinho. Até mesmo encontrei uma ótima lanchonete antes de apanhar o ônibus (401 que para nos pontos BRS-2, para ser exato. Se você mora no Rio, deve saber qual é. Caso não, sinto muito), caso eu esqueça de tomar café da manhã em casa. O café deles é muito bom e o pão na chapa também e, o melhor de tudo: é em uma parte meio vazia no início do dia, o que aumenta as chances de eu virar um frequentador de lá.
Voltemos as observações de dentro da condução. Muitos jovens adultos entraram nos mais diversos pontos e boa parte deles saltaram alguns pontos antes do campus, seja por pressa ou puro tédio de esperar. Admito que faria o mesmo, porque nossa, quanto trânsito... E mais uma vez, percebo o quanto as pessoas gostam de beber. Em determinado ponto, paramos em frente de um bar e o motorista virou para um passageiro e disse: "Olha lá, que sorte. Já 'tá tomando aquela geladinha no começo da manhã". E ambos estavam hipnotizados pelo senhor bigodudo meio barrigudo com a blusa semi-aberta deleitando-se com um copo de cerveja. Mas quem sou eu pra julgar? Houve uma época da minha vida que eu era viciado em tomar Coca-Cola pela manhã.
Até que a viagem se encerrou e descemos no ponto em frente a faculdade. Haviam poucas pessoas espalhadas e focada em anotações ou em conversas animadas. O bloco era H e a sala, 201, para uma aula experimental. A primeira desventura: trocaram o lugar. E lá vai o Lucas e a mãe (que só foi pra conhecer o caminho) catarem a sala, 206 dessa vez, no bloco J. Assim que entrei na sala, confirmei um pensamento meu: os que estudam Cinema são poucos. Eram oito pessoas na aula de Roteiro e a professora - uma figura, diga-se de passagem - me acolheu da melhor maneira que pude imaginar. Daí pra frente foram só momentos dos quais eu queria rir desesperadamente por ter feito a escolha e ajudar o máximo que eu podia nas aulas, anotar, debater, criar... Foi incrível.
E então fui para a palestra de efeitos digitais que foi ainda mais espetacular e só então pude perceber o raio de ação de uma faculdade com relação a estudos e seus estudantes. Reais estudantes de cinema, debatendo e opinando sobre as coisas que a palestrante - Marcela, no entanto, esqueci do sobrenome, desculpem - ensinava, desde maquiagem, onde comprar, as diferenças entre efeitos visuais e especiais, que até cheguei de abordar vagamente no post do Sabotagem Literária sobre a crise do VFX. E então, pude notar a verdadeira premissa do meu curso: quanto mais você conversar com as pessoas que criam conteúdo e ensinam, mais chances você pode vir a ter se dar bem na vida. E aliás, foi muito maneiro ouvir que algumas pessoas ali se motivaram a entrar na faculdade pelo simples fato dele. Do homem. QUENTIN TARANTINO, MOTHERFUCKER! Eu não estou sozinho.
Foi muito boa a viagem e no fim fiquei com aquele gostinho de "quero mais, mais, mais, mais e mais" até eu nunca dizer chega, porque não me vejo cansando desse mundo. Muitos dizem que não valerá a pena. Muitos dizem que não vai dar em nada. Quer saber? Foda-se, porque eu curti cada segundo. Esse é realmente o meu mundo.
E então, jovem adulto, o que achou? Gostaria de fazer o mesmo com o curso de sua escolha? Visitar a faculdade e ter a certeza de que fez a escolha certa? Comente aí embaixo o que achou.
Vida longa e boa luta!
Ainda é um adolescente, mas já está enfrentando a vida adulta? Não sabe o que fazer direito com relação a emprego, carreiras de sucesso, cartões de crédito ou como finalmente se livrar dos pais? Pois é, talvez você possa aprender com as coisas que vivenciei (e vivenciarei) lendo este blog, o "Coisas da Vida Adulta", um tipo de diário pessoal (ou talvez guia?) que escreverei conforme novas situações acontecerem. P.S: Não anseie tanto sair da casa dos seus pais. Sério.
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