sábado, 12 de janeiro de 2013

Como um strogonoff mudou a minha noite.

Depois dessa eu devo admitir que strogonoff de carne é um dos meus heróis e já vou explicar o porquê.

Não era o fato de eu não querer ir, mas só de pensar em me arrumar para ir a algumas quadras depois da minha casa, com tempo nublado (perfeito para se dormir, diga-se de passagem), com um certo cansaço por ter esperado em uma fila por uma hora e meia para pagar a mensalidade do meu jogo, ajudado minha mãe a carregar bolsas de supermercado, ir ao salão de beleza marcar meu corte mensal (já acumulado em três meses, se duvidar, ou seja, I GOT THE POWER e um blackpower) e ainda ter o problema de insônia para jantar, já me desanimava a ir. Mas, durante o banho eu tive uma epifania: "Lucas, se tu já tá na merda, vai lá, chuta o balde e admita que está na merda e tente tirar o maior proveito da noite".

E não é que deu certo, gente?

Cheguei na casa e já cometi a mancada de não falar com todas as pessoas e correr para me esconder em um cantinho (maldita timidez de espaços pequenos e a ausência de habilidade para se apresentar a todos, como manda o protocolo social) para ver se meus 1,82 cm de altura e impaciência passavam sem ser notados. E é engraçado o quanto você sente "claustrofobia" em lugares pequenos com muitas pessoas em que cada palavra que você diz parece indicar quem você é e o que vai fazer durante a noite. É brabo.

Mas então, o jeito piadista sarcástico sempre funciona e as pessoas foram chegando e chegando e eu fui "deixado de lado". Ufa, pensei eu. Poderei aproveitar disso comendo meu belo strogonoff na varanda da casa em silêncio. Mas foi aí que a epicidade começou: corrida para buscar a comida, para beber e me esquivar do refrigerante que a minha namorada habilmente quase derrubou em mim sem querer (e no meu prato de comida) e as músicas (como Burn it Down do Linkin Park e In My Place, do Coldplay) que me remetiam memórias incríveis.

A noite se tornou incrível e foi tão naturalmente falar com as outras pessoas que eu não havia me apresentado antes e como rir com elas tornou-se super confortável, assim como falar da desgraça que foi o Sisu e suas notas de corte, as imitações ÉPICAS da aniversariante da Joelma, vocalista da banda Calypso e como estudar e morar no Acre parecia tentador. Foi tudo natural e muito legal de se vivenciar, na real.

Posso dizer que foi o strogonoff e a epifania no banheiro que me fizeram perceber que, mesmo se você não estiver muito empolgado com alguma coisa, admita que tu esteja na merda, ria disso e vá tentar aproveitar, mesmo sem muito saco para isso. E eu comprovei hoje, dia 11 de janeiro de 2013, que isso pode realmente dar certo. :D

P.S: Strogonoff de carne estava muito bom, puta que pariu. Sobremesa idem, nossa, engordei uns 3kg fácil.
Ninguém se importa. RAIRIARIAIRRIA

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